quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Nos bastidores do treino...

O Botafogo que no início do campeonato brasileiro chegou a ficar na liderança com pontos de vantagem na frente do segundo colocado, hoje no final do segundo turno, encontra-se em oitavo lugar na tabela. Mas mesmo faltando apenas três rodadas, procura uma melhor classificação e não descarta a possibilidade (mesmo que improvável) de conquistar uma vaga na Libertadores.

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Zé Roberto em entrevista disse que acredita que o time não se acomodou em nenhum momento do campeonato, porque sempre foi um time que lutou muito. Ele sabe que os erros aconteceram, mas que o time sempre procurou aprender com todos os problemas. O jogador acredita que o Botafogo voltou a ser respeitado como um time grande, e comparou o time ao São Paulo. – O São Paulo ficou muitos anos sem ganhar títulos, mas nem por isso a torcida deixou de apoiar, nem deixou de ser respeitado e hoje está como líder e com o título do campeonato brasileiro.

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Um possível substituto para Zé Roberto, que no final do seu contrato com o Botafogo, vai jogar na Alemanha, pode ser o jogador Conca, que atualmente está jogando pelo Vasco da Gama.

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Cuca não descarta totalmente a chance de o Botafogo chegar à classificação para a Libertadores, apesar de ser improvável, matematicamente é possível, quem sabe se dá uma zebra e tudo muda?

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Mas caso isso não aconteça, Cuca está trabalhando para que o time ganhe os próximos três jogos, para acabar o campeonato em uma boa posição na tabela do brasileirão. Segundo o técnico, esse é um compromisso que eles tem com a torcida!

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Falando em torcida, no treino do Botafogo de ontem, uma pequena torcida estava presente, pedindo a permanência de Dodô no time. O jogador possivelmente irá jogar no Fluminense, mas segundo Cuca, até o final do brasileirão ele ainda é do Botafogo, e depois, Dodô e a diretoria do Botafogo é que vão decidir se ele vai ou fica!

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Juninho está treinando mesmo com o ombro machucado. O jogador no final dos treinos coloca uma bolsa de gelo no braço machucado, mas parece que mesmo assim irá jogar o próximo jogo, nesse final de semana.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Futebol - Uma paixão nacional

Futebol é uma paixão! Alguém ainda duvida disso? É o esporte que mexe com a emoção, a adrenalina dos torcedores. Estar no estádio, envolvido por aquela atmosfera, ver a torcida dar show... não existe nada mais bonito! Mas ainda assim, tem gente que não imagina, não tem noção do tamanho da paixão de alguns torcedores por seus times.

Era um amistoso sem nenhuma importância, tanto que Fadel nem se lembra direito do adversário. Lembra-se vagamente de que o jogo terminou empatado. Fadel ia saindo do Maracanã, caminhando pelo estacionamento em busca do carro, quando o cumprimenta um senhor de meia-idade, cabelos grisalhos, pele curtida de cor indefinida, e com uma surrada camisa rubro-negra. Afável, sobretudo com torcedores do seu clube, Fadel responde ao cumprimento e ouve paciente o que o homem começa a lhe dizer: – "Seu Fadel, foi bom encontrar o senhor. O senhor é um homem importante, presidente do Flamengo, tem sua família, sua mulher, seus filhos, sua casa... Tem um carro bonito, tem os seus negócios... Eu queria fazer-lhe um pedido:" Fadel deixa a mão deslizar até o bolso, adivinhando o tipo de pedido que já ouvir. O torcedor continua: – "Seu Fadel, eu queria lhe pedir para o senhor cuidar muito bem do Flamengo. O senhor tem tudo na vida, mas eu só tenho uma coisa: O Flamengo. Por favor, cuide bem dele.”.

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Essa é apenas uma das muitas histórias que existem sobre torcedores e seus times de futebol. Mas por que falar tanto dessa paixão? Porque eu gostaria de saber se os jogadores dos grandes times do Brasil têm a noção da responsabilidade que eles têm ao entrar em campo. Não consigo entender essa má fase que um ou outro passam. Acho muito raro você assistir uma partida e ver muitos jogadores com garra, dando o devido valor à camisa que vestem. Por pior que seja o problema pelo qual o jogador está passando, se ele está em campo, é porque tem condições de jogar e se ele vai jogar, ele tem que pensar que está defendendo a única coisa que muitas pessoas têm na vida!

O Campeonato Brasileiro está chegando ao fim, depois de muitas surpresas, faltam poucas rodadas para o resultado final. Vamos torcer para que a má fase dos jogadores passe logo e que eles possam dar um verdadeiro espetáculo para todo o grande público que está lotando e vibrando nos estádios do Brasil.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Rapidinhas...


O São Paulo, que teve a confirmação da conquista do pentacampeonato brasileiro nesta quarta-feira. Resolveu “implicar” com o Flamengo, lançando dois modelos de camisa em comemoração ao título, mas com os dizeres na parte de trás da camisa – Penta Único – se a camisa vai gerar uma polêmica ou não, é só esperar para ver.


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Enquanto São Paulo confirma o Penta, o Flamengo sobe na tabela do brasileirão e agora os Flamenguistas, que antes viam o time perigando na zona de rebaixamento, hoje já sonham com a libertadores do ano que vem.

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Mesmo em minoria e com o time na zona de rebaixamento, a torcida do Corinthians esteve presente no Maracanã, no jogo contra o Flamengo, e não pararam de cantar nem um minuto, tentando empurrar o time para frente. Mesmo quando levou o segundo gol, que virou o jogo e que fechou o placar em 2 x 1, a torcida não deixou de cantar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sai, sai da frente! Sai que o Romário é chapa quente!

O blog Bela da Bola ficou um tempo de “férias”, mas agora voltou com a bola toda! A partir de agora, as atualizações serão mais freqüentes, com mais entrevistas, crônicas, comentários sobre jogos e sobre jogadores. Espero a visita de vocês todos os dias por aqui!

E para recomeçar...

Vasco X América do México, no São Januário. Na verdade, não quero falar exatamente sobre o Vasco, mas sobre um jogador em especial, o polêmico baixinho Romário. Com a demissão de Celso Roth, Eurico Miranda achou melhor “convocar” um jogador para ser o técnico no jogo de hoje.


Mas não foi um jogador qualquer. Romário sempre foi um grande craque em campo e hoje provou que pode vir a ser um excelente “professor”. Eu, sinceramente torço para que esse seja o futuro do baixinho. Porque jogadores como ele, nasceram para permanecer nos campos de futebol pelo resto da vida! E como a idade sempre chega e com ela o corpo cada vez pesa mais e fica mais limitado, nada como utilizar toda a experiência adquirida ao longo da carreira para orientar grandes times e novos jogadores.

É uma pena que seja uma experiência de um dia só. E uma pena também que o Vasco não tenha conseguido “balançar o capim no fundo da rede”(obrigada Silvio Luiz!) do goleirão Ochoa, mais 2 vezes para garantir a vitória. Mais bonito ainda teria sido se o próprio Romário, que entrou um pouco antes da metade do segundo tempo, tivesse feito um dos gols necessários.

A torcida do Vasco ferveu o São Januário e não parou de cantar nem um minuto, empurrando e incentivando o time! Bonito de ver! Depois de meses dormindo, o Vasco pareceu despertar e mesmo que não tenha conquistado a vitória, brilhou em campo e bateu um bolão!

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Falando em brilhar... Robinho hoje deixou os brasileiros orgulhosos com a sua atuação pelo Real Madrid! Que nos próximos jogos da seleção, principalmente no Morumbi (pelas eliminatórias da Copa do Mundo) os brasileiros possam conferir ao vivo essa belíssima atuação!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Um papo animado com Carlos Eboli

Hoje o Bela da Bola traz uma entrevista diferente! Dessa vez não é com um jogador de futebol, mas com uma pessoa que está sempre passando as informações do esporte para todos nós!

A entrevista é com o jornalista esportivo Carlos Eboli. Ele atualmente é âncora do programa CBN Esportes aos domingos e comentarista esportivo. Participa diariamente dos programas CBN Rio, apresentado por Sidney Rezende, e CBN Total, com Adalberto Piotto.

Eboli traz em sua bagagem uma experiência enorme no mundo dos esportes e conta grande parte delas para a gente nessa entrevista que está muito legal!

Ele já participou da cobertura de duas Olimpíadas (Sidney, em 2000, e Atenas, em 2004), duas Copas do Mundo (Japão/Coréia, em 2002, e Alemanha, em 2006) e dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo em 2003.

Pela primeira vez um entrevistado do blog revelou o seu time do coração, o que não é comum, ainda mais um jornalista esportivo contar esse segredo!

Ficou curioso? Confira isso e muito mais!

Como foi que você decidiu que seria jornalista esportivo?

Sempre gostei de ouvir rádio. Quando ia aos jogos no Maracanã, como torcedor, não dispensava o radinho para acompanhar as transmissões e os comentários. Lembro de quando era moleque que me pegava sonhando em um dia estar lá no gramado, atrás do gol, narrando uma partida de futebol. Anos depois, isso veio a se realizar. A emoção de uma transmissão esportiva no rádio é única e isso sempre me encantou. Sempre pensei em fazer jornalismo e, hoje, consigo reunir as minhas duas paixões: Jornalismo e Esporte. Não comecei no esporte, mas, aos poucos, fui caminhando para este segmento.

Você já viveu muitos momentos marcantes no mundo dos esportes. De todos, qual te marcou mais?

Realmente, foram muitos. Fiz a cobertura da chegada, em Brasília, da seleção brasileira pentacampeã do mundo em 2002. Trabalhei no Brasil, naquela Copa e lembro de cada detalhe dos jogos. Tudo foi muito marcante. Também vibrei com a vitória de Felipe Massa no GP Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, São Paulo. Presenciei vitórias incríveis do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003 e nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Me emocionei muito em Sidney, na Austrália, com a cobertura das Paraolimpíadas de 2000. Foi uma lição de vida fantástica. Isso sem falar dos inúmeros jogos decisivos em campeonatos brasileiros de futebol e estaduais. É muito difícil escolher uma coisa, mas acho que o que mais me marcou foi a vitória do Flamengo sobre o Vasco na decisão do campeonato Carioca de Futebol de 2001. Estava fazendo reportagem atrás do gol vascaíno e, por ser novo e inexperiente, quase misturei as emoções ao ver a bola entrando no gol do Vasco, na falta cobrada por Petkovic, nos minutos finais. O lance foi a poucos metros dos meus olhos e não sabia se narrava ou se vibrava. Para os que não sabem, sou flamenguista e aquilo mexeu muito comigo, mas serviu também como um belo teste de fogo. Graças a Deus, consegui controlar a emoção como torcedor e o profissional falou mais alto. Pelo menos, até hoje, ninguém veio reclamar comigo. Foi, sem dúvida alguma, um momento inesquecível e muito importante para a minha formação profissional. Hoje, o fato de ser flamenguista não altera em nada no meu comportamento profissional. Todos nós jornalistas temos que saber lidar com isso.

E sendo um jornalista esportivo, admirador de todos os esportes, por que você acha que o futebol é o mais popular de todos aqui no Brasil?! E para você, o futebol é o jogo mais emocionante?


O futebol é o esporte mais fácil de ser praticado. Não é preciso um grande investimento. Basta uma bola, que pode ser de meia, um pequeno espaço e quatro chinelos para marcar os gols. Não há nada mais popular. Além disso, é um esporte extremamente democrático. Pessoas de diferentes portes físicos podem jogar. E por ser o mais praticado, acaba sendo também o que gera mais exemplos de sucesso no aspecto profissional. Vira um espelho para os milhões de brasileiros que querem um futuro melhor. E é o mais emocionante, porque nem sempre o melhor ganha. Imprevistos acontecem com muita freqüência e isso encanta o torcedor.

Você se considera profissionalmente uma pessoa realizada?

Ainda não. Tenho muito o que aprender e evoluir na minha profissão. Não me trate como um velho. Sou garoto ainda. Ainda há muitos caminhos para serem percorridos.

Qual foi a maior alegria que você já viveu na sua profissão?


Ter feito a cobertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Foi uma grande realização profissional.

Teve algum acontecimento no esporte que você gostaria de estar presente, mas não estava?

Em Copas do Mundo de Futebol. Ainda não fiz uma cobertura dessa no local do evento. Já trabalhei em 3 Copas (1998, 2002 e 2006), porém em todas da redação do Rio. Gostaria de, um dia, participar mais de perto deste evento.

Sendo um profissional de rádio, você já cometeu alguma gafe? Conta para a gente...

Muitas, mas não espalha. Na verdade, foi o ouvinte que ouviu errado. Não, estou brincando. Uma vez, fazia a maratona Internacional do Rio e, ao terminar a prova, fui cheio de vontade para entrevistar o vitorioso. O problema é que eu fui na direção do atleta errado e de cara perguntei (não lembro dos nomes): "Zequinha, qual a sensação de vencer uma prova como esta em casa?"
E ele rebateu: "Olha, estou muito orgulhoso da vitória do meu amigo Zequinha, porque eu sou o Francisco e fiquei em terceiro. Porém estou muito feliz também com o meu desempenho." É isso, falar mais o que. Acontece!!
Na Paraolimpíada de Sidney, perguntei para o judoca Antônio Tenório como ele via os adversários dele. Sem perder o rebolado, ele respondeu: "Não sei. Eu sou cego." Fiquei sem saber onde enfiar a cara e ele ria sem parar. É melhor eu parar por aqui.

E sobre o futebol, o que você achou da convocação de Dunga como técnico da seleção? E o que está achando do trabalho dele?

Acho ruim para a seleção brasileira ter um técnico iniciante. Ele é um estagiário e tem muito o que aprender. A seleção deve ser dirigida pelos melhores e mais experientes. Assim é um qualquer segmento profissional. É como se um estagiário chegasse numa empresa e, um mês depois, assumisse a direção executiva. Estão queimando etapas com o Dunga e isso é perigoso para o próprio treinador. A CBF está numa posição cômoda. O Ricardo Teixeira colocou um técnico que dificilmente irá contestar as suas decisões e se não for bem pode ser facilmente descartado. O trabalho dele vem sendo coerente e os resultados são bons, mas prefiro esperar pelo início das Eliminatórias em que as cobranças serão maiores.

Você concorda que qualquer jogador que mostra habilidade com a bola e antes mesmo de virar ídolo, já é contratado por um time lá de fora? O que você acha dessa falta de craques nos times brasileiros?!

É difícil competir com o mercado externo. É uma questão simples de economia. A Lei Pelé foi uma terrível incentivadora da atuação dos empresários. Eles ditam as regras e os clubes tentar se segurar como podem. Isso não apaga, é claro, a incompetência administrativa dos nossos clubes. A vantagem do Brasil é que o país tem uma capacidade muito grande de renovação, porém o problema é que os jogadores estão saindo cada vez mais jovens. Antes, saiam os craques consagrados. Depois, começaram a sair os jogadores que tinham jeito de craque e, agora, saem os projetos de craque. Está complicado e o maior prejudicado é o campeonato Brasileiro que fica com os jogadores medianos, ou com aqueles que não deram certo no exterior. Pobre do torcedor que nunca vê ao vivo os grandes craques brasileiros. Até a seleção já se mudou para a Europa.

O que você gostaria de ver no futebol brasileiro, que você acredita que ainda está faltando?

Mais talento ofensivo. O São Paulo tem todos os méritos por estar fazendo um grande campeonato, mas é um time que representa a dura realidade de um futebol em que a defesa fala mais alto que o ataque. É uma inversão de ordens num país que sempre se notabilizou como um criador de grandes atacantes. Gostaria de ver mais gols. Não temos artilheiros.

Deixa um recado para todos que freqüentam o blog e que admiram o seu trabalho!

Não gosto muito dessa história de mandar recado ou dar conselhos, mas o importante é fazer o que gosta, sem nunca esquecer da ética e sempre lembrando que o seu direito acaba quando começa o do outro. Errar não é vergonha. Vergonha é não saber corrigir o erro. O jornalismo precisa de bons profissionais.
Um grande abraço!!!!

* fotos: divulgação
** para quem quiser conferir o blog do Eboli: http://www.carloseduardoeboli.globolog.com.br/

domingo, 16 de setembro de 2007

Edinho

O campeonato alemão acabou de começar e em meio aos 18 times que participam do campeonato, o Bela da Bola foi conversar com o meio de campo do Energie Cottbus, Edinho. Para quem não se lembra, Edinho já passou pelo futebol de salão do Vasco, Botafogo e Fluminense e pelo Flamengo, ele jogou futebol de campo.

Muito simpático, o jogador conversou direto da Alemanha com o Bela da Bola e contou sobre sua carreira e sobre o que ele ainda deseja conquistar como jogador de futebol! Além disso, depois de passar pelos grandes do Rio, quis saber qual é o seu time do coração. Será que ele revelou?

Confira a entrevista!





Com quantos anos você começou a jogar bola?!

Com cinco anos. Comecei jogando futebol de salão. Com 10 anos eu jogava futebol de salão e de campo e com 16, eu passei a jogar só campo porque não dava mais para conciliar os dois.

Mas você começou jogando com cinco anos em que clube?

No fluminense. Depois joguei no Vasco e no Botafogo. E aí passei a jogar no futebol de campo do Flamengo.

E ficou até que idade no Flamengo?

Até os 20 anos. Depois joguei na Bulgária, e agora estou aqui na Alemanha.

Agora conta para a gente como foi a emoção de jogar no Maracanã pelo Flamengo?

Foi uma emoção muito grande!! Na primeira vez que eu joguei lá, embora tenha sido pelo juniores, eu fiz um gol, então foi melhor ainda! A torcida do flamengo faz o coração bater muito mais forte quando se está dentro do campo.

E como surgiu a oportunidade de você ir jogar no exterior?

Um grupo de empresários da Alemanha me viu jogando e a partir dai começaram as propostas sobre eu ir jogar no exterior. E desde novinho eu sempre tive o sonho de ir jogar na Europa.

Nesse um ano que você está na Europa, acha que está valendo a pena?

Com certeza! Estou mais adaptado ao futebol europeu agora. Depois de estar jogando na Europa, tive algumas propostas de clubes brasileiros, mas preferi continuar por aqui.

E agora, quais são os seus planos para a sua carreira? Quais são os seus sonhos?

Despontar em um grande clube europeu.

Jogando ai você acredita que a chance é maior?!

Claro! A Alemanha é uma das grandes potências do futebol mundial. A visibilidade aqui é muito grande! O jogador que se destaca aqui abre muitas portas para sua carreira!

Quando você chegou na Europa, qual foi a principal diferença que sentiu em relação ao Brasil?

A organização e estrutura dos clubes.

E o que você acha que falta para o Brasil conseguir se estruturar como os clubes europeus?

Eu acredito que é um problema que vem lá de trás e que foi acumulando com o passar do tempo. Fica mais complicado resolver agora. A organização e competência dos dirigentes já seria um grande passo.

Hoje, você não aceitaria a proposta para vir jogar de nenhum time no Brasil?!
Ou existe algum time que seria uma proposta irrecusável?


Nunca digo que não aceitaria de nenhum time. Mas no momento não penso em jogar no Brasil. Tenho vontade de voltar um dia, mas não acho que agora seria um momento adequado pra essa volta.

E você ama a sua profissão?!

Muito!! Sempre foi o meu sonho e agradeço a Deus todos os dias por isso.

Se não existisse a profissão de jogador de futebol, você teria vontade de fazer o que?

Fiz seis períodos de faculdade de publicidade, mas tive que trancar porque vim para a Europa. Se ainda estivesse no Brasil, eu estaria formado. Então, se não existisse a profissão de jogador de futebol, eu seria publicitário.

E para terminar, você tem um time do coração aqui no Brasil?!

Todos os times que eu joguei, tenho um pouquinho no meu coração!

Mas você jogou nos quatro grandes do Rio!!! Você nunca torceu de verdade para nenhum?
Ou você deixa isso em segredo e não conta para ninguem?


Comecei a jogar muito novo. Fui aprendendo que tenho que gostar do time que eu estou defendendo no momento!


Confira o video do jogador!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Ibson

Depois da vitória do Flamengo no jogo de hoje contra o Figueirense, nada melhor do que colocar no blog uma entrevista com o autor de um dos gols, na goleada de 4 x 1, no Maracanã!

O Bela da Bola conversou com o jogador Ibson, que contou sobre sua carreira e sobre a atual situação do Flamengo, no brasileirão.

Confira a entrevista!

Com quantos anos você começou a jogar bola?

Com cinco anos

O como foi que você decidiu que queria entrar no mundo do futebol?

Meu pai tentou fazer com que eu gostasse de todos os outros esportes , mas eu não gostava e só queria saber de bola, de futebol. Por isso, meu pai me colocou na escolinha do Clube Mauá, em São Gonçalo, com cinco anos. Depois, fui para o Flamengo com nove anos

Seu pai era olheiro do Flamengo. Isso te atrapalhou alguma vez, quando você começou? De algumas pessoas acharem que você estava lá só por causa do seu pai?


Sim e muito! Posso dizer hoje que se não fosse a minha família, eu não seria o que sou hoje! Agradeço primeiramente a Deus e depois a minha família, por todo o apoio. Essas pessoas que pensavam tais coisas, eram pessoas que talvez queriam atingir o meu pai e como não conseguiam, vinham para cima de mim. Mas graças a Deus deu tudo certo!

E hoje, quem é o seu ídolo no futebol?

Bebeto. Porque quando eu comecei, eu era ponta direita, assim como ele. Admiro muito o Bebeto! E graças a Deus tive o prazer de conhece-lo.

Existe algum time que você não jogaria de maneira nenhuma?!

Não

Qual foi o jogo mais marcante de toda a sua carreira?

Acho que foi o jogo da semi-final da Copa do Brasil em 2004, no Maracanã, contra o Vitória, que eu fiz um gol.

Quais são os sonhos que você ainda pretende realizar na sua carreira?

Eu já realizei o que eu queria, graças a Deus. Os sonhos eram de chegar ao profissional do Flamengo e o de jogar na Europa também.

Como foi a experiência de jogar na Europa?!

Foi uma experiência boa , onde consegui alguns títulos e joguei a liga dos campeões.

E qual é a sensação de estar jogando novamente no clube que te revelou?

Sensação muito boa! Como essa torcida não tem igual. É sempre maravilhoso!

O que é que você mais gosta nessa sua profissão?

É jogar futebol, entrar nos estádios e ver tudo lotado!

E como é a emoção de chegar no maracanã e ver aquele estádio lotado, mesmo com a fase ruim do time?

É inexplicável, fico muito emocionado! Chego até a ficar arrepiado, porque como essa torcida não tem igual no mundo!

Na sua visão de jogador, o que é que está faltando para o Flamengo sair dessa situação nesse brasileirão?

Acho que é uma seqüência com a mesma equipe, nós ainda não repetimos a mesma equipe.

E você acredita que ainda dá para o Flamengo se recuperar?

Claro que sim! Nós temos um bom elenco.

Deixa um recado para todos os flamenguistas que acessam o Bela da Bola!

Quero pedir a vocês que continuem nos apoiando, porque nós ainda vamos dar muitas alegrias a essa torcida maravilhosa!