quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Um papo animado com Carlos Eboli

Hoje o Bela da Bola traz uma entrevista diferente! Dessa vez não é com um jogador de futebol, mas com uma pessoa que está sempre passando as informações do esporte para todos nós!

A entrevista é com o jornalista esportivo Carlos Eboli. Ele atualmente é âncora do programa CBN Esportes aos domingos e comentarista esportivo. Participa diariamente dos programas CBN Rio, apresentado por Sidney Rezende, e CBN Total, com Adalberto Piotto.

Eboli traz em sua bagagem uma experiência enorme no mundo dos esportes e conta grande parte delas para a gente nessa entrevista que está muito legal!

Ele já participou da cobertura de duas Olimpíadas (Sidney, em 2000, e Atenas, em 2004), duas Copas do Mundo (Japão/Coréia, em 2002, e Alemanha, em 2006) e dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo em 2003.

Pela primeira vez um entrevistado do blog revelou o seu time do coração, o que não é comum, ainda mais um jornalista esportivo contar esse segredo!

Ficou curioso? Confira isso e muito mais!

Como foi que você decidiu que seria jornalista esportivo?

Sempre gostei de ouvir rádio. Quando ia aos jogos no Maracanã, como torcedor, não dispensava o radinho para acompanhar as transmissões e os comentários. Lembro de quando era moleque que me pegava sonhando em um dia estar lá no gramado, atrás do gol, narrando uma partida de futebol. Anos depois, isso veio a se realizar. A emoção de uma transmissão esportiva no rádio é única e isso sempre me encantou. Sempre pensei em fazer jornalismo e, hoje, consigo reunir as minhas duas paixões: Jornalismo e Esporte. Não comecei no esporte, mas, aos poucos, fui caminhando para este segmento.

Você já viveu muitos momentos marcantes no mundo dos esportes. De todos, qual te marcou mais?

Realmente, foram muitos. Fiz a cobertura da chegada, em Brasília, da seleção brasileira pentacampeã do mundo em 2002. Trabalhei no Brasil, naquela Copa e lembro de cada detalhe dos jogos. Tudo foi muito marcante. Também vibrei com a vitória de Felipe Massa no GP Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, São Paulo. Presenciei vitórias incríveis do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003 e nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Me emocionei muito em Sidney, na Austrália, com a cobertura das Paraolimpíadas de 2000. Foi uma lição de vida fantástica. Isso sem falar dos inúmeros jogos decisivos em campeonatos brasileiros de futebol e estaduais. É muito difícil escolher uma coisa, mas acho que o que mais me marcou foi a vitória do Flamengo sobre o Vasco na decisão do campeonato Carioca de Futebol de 2001. Estava fazendo reportagem atrás do gol vascaíno e, por ser novo e inexperiente, quase misturei as emoções ao ver a bola entrando no gol do Vasco, na falta cobrada por Petkovic, nos minutos finais. O lance foi a poucos metros dos meus olhos e não sabia se narrava ou se vibrava. Para os que não sabem, sou flamenguista e aquilo mexeu muito comigo, mas serviu também como um belo teste de fogo. Graças a Deus, consegui controlar a emoção como torcedor e o profissional falou mais alto. Pelo menos, até hoje, ninguém veio reclamar comigo. Foi, sem dúvida alguma, um momento inesquecível e muito importante para a minha formação profissional. Hoje, o fato de ser flamenguista não altera em nada no meu comportamento profissional. Todos nós jornalistas temos que saber lidar com isso.

E sendo um jornalista esportivo, admirador de todos os esportes, por que você acha que o futebol é o mais popular de todos aqui no Brasil?! E para você, o futebol é o jogo mais emocionante?


O futebol é o esporte mais fácil de ser praticado. Não é preciso um grande investimento. Basta uma bola, que pode ser de meia, um pequeno espaço e quatro chinelos para marcar os gols. Não há nada mais popular. Além disso, é um esporte extremamente democrático. Pessoas de diferentes portes físicos podem jogar. E por ser o mais praticado, acaba sendo também o que gera mais exemplos de sucesso no aspecto profissional. Vira um espelho para os milhões de brasileiros que querem um futuro melhor. E é o mais emocionante, porque nem sempre o melhor ganha. Imprevistos acontecem com muita freqüência e isso encanta o torcedor.

Você se considera profissionalmente uma pessoa realizada?

Ainda não. Tenho muito o que aprender e evoluir na minha profissão. Não me trate como um velho. Sou garoto ainda. Ainda há muitos caminhos para serem percorridos.

Qual foi a maior alegria que você já viveu na sua profissão?


Ter feito a cobertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Foi uma grande realização profissional.

Teve algum acontecimento no esporte que você gostaria de estar presente, mas não estava?

Em Copas do Mundo de Futebol. Ainda não fiz uma cobertura dessa no local do evento. Já trabalhei em 3 Copas (1998, 2002 e 2006), porém em todas da redação do Rio. Gostaria de, um dia, participar mais de perto deste evento.

Sendo um profissional de rádio, você já cometeu alguma gafe? Conta para a gente...

Muitas, mas não espalha. Na verdade, foi o ouvinte que ouviu errado. Não, estou brincando. Uma vez, fazia a maratona Internacional do Rio e, ao terminar a prova, fui cheio de vontade para entrevistar o vitorioso. O problema é que eu fui na direção do atleta errado e de cara perguntei (não lembro dos nomes): "Zequinha, qual a sensação de vencer uma prova como esta em casa?"
E ele rebateu: "Olha, estou muito orgulhoso da vitória do meu amigo Zequinha, porque eu sou o Francisco e fiquei em terceiro. Porém estou muito feliz também com o meu desempenho." É isso, falar mais o que. Acontece!!
Na Paraolimpíada de Sidney, perguntei para o judoca Antônio Tenório como ele via os adversários dele. Sem perder o rebolado, ele respondeu: "Não sei. Eu sou cego." Fiquei sem saber onde enfiar a cara e ele ria sem parar. É melhor eu parar por aqui.

E sobre o futebol, o que você achou da convocação de Dunga como técnico da seleção? E o que está achando do trabalho dele?

Acho ruim para a seleção brasileira ter um técnico iniciante. Ele é um estagiário e tem muito o que aprender. A seleção deve ser dirigida pelos melhores e mais experientes. Assim é um qualquer segmento profissional. É como se um estagiário chegasse numa empresa e, um mês depois, assumisse a direção executiva. Estão queimando etapas com o Dunga e isso é perigoso para o próprio treinador. A CBF está numa posição cômoda. O Ricardo Teixeira colocou um técnico que dificilmente irá contestar as suas decisões e se não for bem pode ser facilmente descartado. O trabalho dele vem sendo coerente e os resultados são bons, mas prefiro esperar pelo início das Eliminatórias em que as cobranças serão maiores.

Você concorda que qualquer jogador que mostra habilidade com a bola e antes mesmo de virar ídolo, já é contratado por um time lá de fora? O que você acha dessa falta de craques nos times brasileiros?!

É difícil competir com o mercado externo. É uma questão simples de economia. A Lei Pelé foi uma terrível incentivadora da atuação dos empresários. Eles ditam as regras e os clubes tentar se segurar como podem. Isso não apaga, é claro, a incompetência administrativa dos nossos clubes. A vantagem do Brasil é que o país tem uma capacidade muito grande de renovação, porém o problema é que os jogadores estão saindo cada vez mais jovens. Antes, saiam os craques consagrados. Depois, começaram a sair os jogadores que tinham jeito de craque e, agora, saem os projetos de craque. Está complicado e o maior prejudicado é o campeonato Brasileiro que fica com os jogadores medianos, ou com aqueles que não deram certo no exterior. Pobre do torcedor que nunca vê ao vivo os grandes craques brasileiros. Até a seleção já se mudou para a Europa.

O que você gostaria de ver no futebol brasileiro, que você acredita que ainda está faltando?

Mais talento ofensivo. O São Paulo tem todos os méritos por estar fazendo um grande campeonato, mas é um time que representa a dura realidade de um futebol em que a defesa fala mais alto que o ataque. É uma inversão de ordens num país que sempre se notabilizou como um criador de grandes atacantes. Gostaria de ver mais gols. Não temos artilheiros.

Deixa um recado para todos que freqüentam o blog e que admiram o seu trabalho!

Não gosto muito dessa história de mandar recado ou dar conselhos, mas o importante é fazer o que gosta, sem nunca esquecer da ética e sempre lembrando que o seu direito acaba quando começa o do outro. Errar não é vergonha. Vergonha é não saber corrigir o erro. O jornalismo precisa de bons profissionais.
Um grande abraço!!!!

* fotos: divulgação
** para quem quiser conferir o blog do Eboli: http://www.carloseduardoeboli.globolog.com.br/

domingo, 16 de setembro de 2007

Edinho

O campeonato alemão acabou de começar e em meio aos 18 times que participam do campeonato, o Bela da Bola foi conversar com o meio de campo do Energie Cottbus, Edinho. Para quem não se lembra, Edinho já passou pelo futebol de salão do Vasco, Botafogo e Fluminense e pelo Flamengo, ele jogou futebol de campo.

Muito simpático, o jogador conversou direto da Alemanha com o Bela da Bola e contou sobre sua carreira e sobre o que ele ainda deseja conquistar como jogador de futebol! Além disso, depois de passar pelos grandes do Rio, quis saber qual é o seu time do coração. Será que ele revelou?

Confira a entrevista!





Com quantos anos você começou a jogar bola?!

Com cinco anos. Comecei jogando futebol de salão. Com 10 anos eu jogava futebol de salão e de campo e com 16, eu passei a jogar só campo porque não dava mais para conciliar os dois.

Mas você começou jogando com cinco anos em que clube?

No fluminense. Depois joguei no Vasco e no Botafogo. E aí passei a jogar no futebol de campo do Flamengo.

E ficou até que idade no Flamengo?

Até os 20 anos. Depois joguei na Bulgária, e agora estou aqui na Alemanha.

Agora conta para a gente como foi a emoção de jogar no Maracanã pelo Flamengo?

Foi uma emoção muito grande!! Na primeira vez que eu joguei lá, embora tenha sido pelo juniores, eu fiz um gol, então foi melhor ainda! A torcida do flamengo faz o coração bater muito mais forte quando se está dentro do campo.

E como surgiu a oportunidade de você ir jogar no exterior?

Um grupo de empresários da Alemanha me viu jogando e a partir dai começaram as propostas sobre eu ir jogar no exterior. E desde novinho eu sempre tive o sonho de ir jogar na Europa.

Nesse um ano que você está na Europa, acha que está valendo a pena?

Com certeza! Estou mais adaptado ao futebol europeu agora. Depois de estar jogando na Europa, tive algumas propostas de clubes brasileiros, mas preferi continuar por aqui.

E agora, quais são os seus planos para a sua carreira? Quais são os seus sonhos?

Despontar em um grande clube europeu.

Jogando ai você acredita que a chance é maior?!

Claro! A Alemanha é uma das grandes potências do futebol mundial. A visibilidade aqui é muito grande! O jogador que se destaca aqui abre muitas portas para sua carreira!

Quando você chegou na Europa, qual foi a principal diferença que sentiu em relação ao Brasil?

A organização e estrutura dos clubes.

E o que você acha que falta para o Brasil conseguir se estruturar como os clubes europeus?

Eu acredito que é um problema que vem lá de trás e que foi acumulando com o passar do tempo. Fica mais complicado resolver agora. A organização e competência dos dirigentes já seria um grande passo.

Hoje, você não aceitaria a proposta para vir jogar de nenhum time no Brasil?!
Ou existe algum time que seria uma proposta irrecusável?


Nunca digo que não aceitaria de nenhum time. Mas no momento não penso em jogar no Brasil. Tenho vontade de voltar um dia, mas não acho que agora seria um momento adequado pra essa volta.

E você ama a sua profissão?!

Muito!! Sempre foi o meu sonho e agradeço a Deus todos os dias por isso.

Se não existisse a profissão de jogador de futebol, você teria vontade de fazer o que?

Fiz seis períodos de faculdade de publicidade, mas tive que trancar porque vim para a Europa. Se ainda estivesse no Brasil, eu estaria formado. Então, se não existisse a profissão de jogador de futebol, eu seria publicitário.

E para terminar, você tem um time do coração aqui no Brasil?!

Todos os times que eu joguei, tenho um pouquinho no meu coração!

Mas você jogou nos quatro grandes do Rio!!! Você nunca torceu de verdade para nenhum?
Ou você deixa isso em segredo e não conta para ninguem?


Comecei a jogar muito novo. Fui aprendendo que tenho que gostar do time que eu estou defendendo no momento!


Confira o video do jogador!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Ibson

Depois da vitória do Flamengo no jogo de hoje contra o Figueirense, nada melhor do que colocar no blog uma entrevista com o autor de um dos gols, na goleada de 4 x 1, no Maracanã!

O Bela da Bola conversou com o jogador Ibson, que contou sobre sua carreira e sobre a atual situação do Flamengo, no brasileirão.

Confira a entrevista!

Com quantos anos você começou a jogar bola?

Com cinco anos

O como foi que você decidiu que queria entrar no mundo do futebol?

Meu pai tentou fazer com que eu gostasse de todos os outros esportes , mas eu não gostava e só queria saber de bola, de futebol. Por isso, meu pai me colocou na escolinha do Clube Mauá, em São Gonçalo, com cinco anos. Depois, fui para o Flamengo com nove anos

Seu pai era olheiro do Flamengo. Isso te atrapalhou alguma vez, quando você começou? De algumas pessoas acharem que você estava lá só por causa do seu pai?


Sim e muito! Posso dizer hoje que se não fosse a minha família, eu não seria o que sou hoje! Agradeço primeiramente a Deus e depois a minha família, por todo o apoio. Essas pessoas que pensavam tais coisas, eram pessoas que talvez queriam atingir o meu pai e como não conseguiam, vinham para cima de mim. Mas graças a Deus deu tudo certo!

E hoje, quem é o seu ídolo no futebol?

Bebeto. Porque quando eu comecei, eu era ponta direita, assim como ele. Admiro muito o Bebeto! E graças a Deus tive o prazer de conhece-lo.

Existe algum time que você não jogaria de maneira nenhuma?!

Não

Qual foi o jogo mais marcante de toda a sua carreira?

Acho que foi o jogo da semi-final da Copa do Brasil em 2004, no Maracanã, contra o Vitória, que eu fiz um gol.

Quais são os sonhos que você ainda pretende realizar na sua carreira?

Eu já realizei o que eu queria, graças a Deus. Os sonhos eram de chegar ao profissional do Flamengo e o de jogar na Europa também.

Como foi a experiência de jogar na Europa?!

Foi uma experiência boa , onde consegui alguns títulos e joguei a liga dos campeões.

E qual é a sensação de estar jogando novamente no clube que te revelou?

Sensação muito boa! Como essa torcida não tem igual. É sempre maravilhoso!

O que é que você mais gosta nessa sua profissão?

É jogar futebol, entrar nos estádios e ver tudo lotado!

E como é a emoção de chegar no maracanã e ver aquele estádio lotado, mesmo com a fase ruim do time?

É inexplicável, fico muito emocionado! Chego até a ficar arrepiado, porque como essa torcida não tem igual no mundo!

Na sua visão de jogador, o que é que está faltando para o Flamengo sair dessa situação nesse brasileirão?

Acho que é uma seqüência com a mesma equipe, nós ainda não repetimos a mesma equipe.

E você acredita que ainda dá para o Flamengo se recuperar?

Claro que sim! Nós temos um bom elenco.

Deixa um recado para todos os flamenguistas que acessam o Bela da Bola!

Quero pedir a vocês que continuem nos apoiando, porque nós ainda vamos dar muitas alegrias a essa torcida maravilhosa!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Ah... é Edmundo!!!!!


Os homens são engraçados! A grande maioria tem verdadeira adoração por um time, mas não por um craque. Enquanto o cara joga no seu time do coração, ele é ídolo. Se vai embora, ele vira pereba, perna-de-pau, em um instante!

O que muda no futebol do jogador? Só a camisa! Mas isso não importa. A torcida do seu ex-clube pode até vaiar aquele que há poucos dias foi aplaudido e teve seu nome gritado em um estádio gigantesco. Mas agora, quem aplaude é a torcida do seu novo time, aquela mesma que antes vaiava!

Eu não gosto muito disso, nem desse vai-e-vem de jogadores, que ficam dando voltas por todos os times. Acho tão sem graça, ver no meu time, jogadores que já passaram pelos outros grandes clubes do Rio e por tantos outros mais. Eles não tem a cara do meu time e por isso não são meus ídolos!

Ídolo para mim é Edmundo. Ah... é Edmundo!!! Como ele poderia ser Flamenguista e não vascaíno. Adoro ver o Palmeiras enfrentando o Vasco, só para ver a indecisão de Edmundo na hora de chutar a bola para tentar balançar a rede do seu time do coração e marcar ponto para o time em que está jogando.

Tem que ter muita coragem e muita personalidade para chutar a bola para fora, quando está de cara com o goleiro! Mas é tão legal ver os torcedores do Vasco gritarem... Ah... é Edmundo! Mesmo ele vestido com a camisa do Palmeiras!

Gosto de ver craque que ama um time, uma torcida! Claro que tem que ser profissional, mas é muito legal ver que muitos jogadores além de ter amor à profissão, têm amor a um clube!

Zico e Junior, eternos ídolos do Flamengo... Já é raro ver jogadores tão fiéis como vocês!

Por isso, volto a repetir... Ah... é Edmundo!!!! E ah... que pena que você não é flamenguista!!!!!

domingo, 12 de agosto de 2007

Bola no pé e pé na estrada!

Jogar no exterior é o sonho de grande parte dos jogadores de futebol. Tanto pela estrutura quanto pelo salário que os times estrangeiros oferecem, as propostas são sempre tentadoras.

O jogador Lenny, começou no futebol com sete anos de idade, logo apareceu a oportunidade de ir para o Fluminense e foi lá que ele ficou até o início desse ano. Hoje, Lenny faz parte da equipe do Sporting Braga, em Portugal.

Com certeza, Lenny deixou saudades aqui no Brasil. Tanto para alguns torcedores tricolores, quanta para todas as fãs que conquistou com seu estilo de jogar e de entrar em campo.

Nessa pequena entrevista, Lenny fala sobre a mudança para Portugal e sobre as coisas que mais tem saudades aqui no Brasil.

Confira a entrevista!




Como surgiu a oportunidade para você jogar no exterior? E por que decidiu ir para Portugal?


Eu tinha algumas propostas de alguns clubes grandes do Brasil e duas propostas da Europa. Só que gostei muito da estrutura do clube do Braga, e do projeto que eles haviam me apresentado. E Portugal é um ótimo começo na Europa, o time também está na UEFA. Eu estou muito bem aqui, gostando muito.

Com toda essa mudança, você tem algum medo?

Não tenho nenhum medo. Minha família está aqui comigo. Gosto de desafios, e esse começo está sendo muito bom! Tudo está dando certo e eu estou muito confiante.

Foi a realização de um sonho ir jogar na Europa?

Todo jogador sonha em jogar na Europa e aqui a estrutura é maravilhosa! As portas se abrem com mais facilidade eu estando aqui, do que ai no Brasil. Fora a experiência que se adquire.

E quais são seus próximos sonhos?

Não é sonho e sim meta. Me firmar aqui, aproveitando esse novo começo que estou tendo.

Como está sendo você passar por essa mudança, de ir jogar em um outro país, tão novo?

Tive altos e baixos, e aprendi a viver esses momentos muito novo. Com isso adquiri uma bagagem que mesmo eu vindo muito novo pra cá, não sinto tanto as pressões, a mudança em si e com isso se consegue mais rápido a adaptação em um mundo diferente e novo.

E do que você mais sente falta daqui do Brasil?

Do clima bom que é o dai, do meu país que eu já estou acostumado, da comida, dos amigos, dos familiares que ficaram e de não poder em 20, 30 minutos ir na casa de um ou de outro.

sábado, 4 de agosto de 2007

Não é só de "campo" que é feito o futebol!

O PAN acabou! Mas foi uma competição que, com certeza, vai ficar marcada na memória de muitos brasileiros. Não só dos atletas, mas de todos aqueles que trabalharam, assistiram, ou respiraram durante essas semanas os ares dos esportes.

Muito se falou sobre a organização, violência e obras. Mas no final, deu tudo certo! O espírito esportivo esteve presente o tempo inteiro e o Rio de Janeiro foi um lugar onde todos puderam competir, torcer e se divertir da melhor maneira possível!

E torcer pelo ouro, pode ter inspirado nossos atletas, que conquistaram muitas medalhas! O futebol de salão, por exemplo, foi um dos esportes que garantiu o ouro para o Brasil. Eles jogaram com raça e mandaram ver em todos os jogos!

Hoje, no Bela da Bola, temos uma entrevista com o Neto. Jogador de futebol de salão, que já tem seu currículo repleto de títulos, ajudou a equipe brasileira a conquistar a medalha, mas acabou se machucando no meio da competição, ficando de fora da semi-final e da final.

Atualmente, Neto joga no Interviu Fadesa, na Espanha, e está na Seleção Brasileira desde 2001. Ele, que é um dos grandes nomes do futsal brasileiro atual, contou um pouco sobre o PAN, sobre sua carreira e sobre seus sonhos.
Confira a entrevista!


Com quantos anos você começou a jogar bola?

Comecei a jogar com 5 anos de idade.

E quantos anos tem agora?

Agora estou com 25 anos

Você sempre gostou de jogar futebol de salão, ou em algum momento pensou em jogar futebol de campo?

Como toda criança, iniciamos no futebol de salão e algum dia pensamos em ser jogador de futebol de campo. Por causa da mídia e tudo que envolve. Mas com o tempo, conforme as coisas vão se esclarecendo, optei ficar no futebol de salão. Descobri que era aquilo mesmo que eu sentia prazer e gostava de fazer.

E o PAN? O que você achou do PAN aqui no Brasil?? Como atleta, como você viu a organização dos jogos?

Foi uma organização muito boa ! Ninguém acreditava que poderia sair daquele jeito. Não temos nada a reclamar, pois saiu tudo como planejado e eles estão de parabéns!

Como que é a cobertura da imprensa na Europa para o futebol de salão? Você que já jogou no Brasil e que agora joga na Espanha, sente diferença na cobertura?

A cobertura é maior do que aqui no Brasil. Todos os jornais da Espanha lançam noticias diárias do futebol de salão.

E qual é o seu maior sonho agora no futsal? Tem algum que você ainda não tenha realizado? Porque os jogadores de campo sempre dizem que o sonho é jogar no exterior e na seleção, e você já fez os dois. Já se sente completamente realizado?

Ainda não. Com certeza quero ganhar o maior número de títulos possíveis, e um deles em especial, que é o MUNDIAL DE SELEÇÕES, que nós perdemos em 2004 para a Espanha.

Você já se arrependeu alguma vez de ter escolhido a profissão de jogador de futebol?

Nunca, pois foi isso que sempre sonhei e em momento algum me arrependo de nada.

E o que você mais ama nessa profissão?

Amo esse gosto de desafios e de sempre poder conquistar algo a cada campeonato.

Existe alguma coisa que você não gosta?

Talvez a falta de respeito com alguns atletas que ocorre em alguns momentos.

Como assim?

Eu gostaria de ver o respeito na hora que o atleta está tendo uma fase ruim e não mandarem ele embora por isso.

E o que você acha que ainda precisa melhorar no futebol de salão aqui no Brasil?

São várias coisas necessárias. Mais mídia, patrocínios, pois com isso conseguiria os melhores atletas pra fazer sempre equipes competitivas, respeito de contrato, mais ou menos isso e estaria perfeito!

Você tem vontade de voltar a jogar no Brasil?

Vontade eu tenho, pois amo meu país! Mas no momento estou muito feliz lá na Espanha.

Gostaria de te dar os parabéns pela conquista da medalha de ouro agora no PAN, por todo o seu trabalho e títulos. E para terminar, gostaria de saber qual conselho você daria para toda essa meninada que está começando, ou que sonha em jogar bola.

Que busquem sempre seus sonhos e que os pais sejam os principais apoiadores, pois são eles que na época ruim podem ajudar e dar carinho sempre. Bola pra frente que esse é um esporte maravilhoso de jogar e não desistam nunca!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Os passos do jogador

O Brasil é o país do futebol e a paixão dos meninos por esse esporte é enorme. Desde muito novos, a maioria dos jovens coloca na cabeça que quer jogar bola e é muito comum os pais alimentarem esse sonho. Encontram-se facilmente meninos começando a jogar com cinco anos de idade. E quando eles chutam a bola, é sempre uma euforia, os pais torcem, gritam, pedem falta, tudo como se fosse um jogo profissional.
E foi assim que começou a carreira de alguns dos jovens que conseguiram entrar no tão sonhado mundo do futebol. O meia-esquerdo Madisson Souza, 19 anos, emprestado pelo Fluminense para o time profissional do Clube de Regatas Brasil, começou a gostar de jogar bola desde cedo. Foi na escolinha de futebol da sua cidade, em Pedro Canário, ES, que surgiu uma oportunidade. “Todo ano tem um torneio no Espírito Santo, a Copa Gazetinha, com 13 anos eu participei e um olheiro me convidou para jogar no Flu”, conta o jogador que saiu com apenas 13 anos de sua cidade e veio para o Rio morar sozinho no alojamento do Fluminense.
Conheça um pouco a história do jogador e tudo o que ele pensa sobre esse disputado mundo do futebol.

Antes de vir para o Rio você morava no Espírito Santo. Quando veio, jogou um tempão no Fluminense, depois foi para o profissional do Cabofriense e agora está em Maceió. Como é para você, sendo tão novo, ter que ficar se mudando direto? Você considera muito difícil a vida de um jogador de futebol?

Eu não esperava isso não! Para mim, eu iria subir logo para o profissional do FLU. Mas é um pouco difícil mesmo, eu tão novo, ter mudado de estado. Mas coloquei para mim que futebol é assim mesmo, às vezes você tem que dar um passo para trás, para depois dar três para frente. E finalizando, eu não acho futebol difícil não! Você tem é que estar na hora certa e no momento certo, ai tudo acontece.

Mas você já se arrependeu alguma vez de ter escolhido o futebol como profissão?

Vou te confessar que se eu pudesse voltar atrás, não escolheria o futebol como profissão não. É muita falsidade e inveja também.

Mas já aconteceu alguma coisa negativa com você para não fazer novamente?

Sim. Já aconteceu comigo e tenho exemplos de amigos também!!

Você pode contar o que já aconteceu com você?

Ah... várias vezes me prometeram que eu iria subir para o profissional do Fluminense e nada disso aconteceu!

E você fica muito triste por não estar no profissional do FLU? Você acha que jogar no CRB não pode render alguma coisa boa para você também como profissional?

No começo sim. Logo quando fui pra o cabofriense bateu uma tristeza, porque cheguei ao FLU com 13 anos. A minha infância foi toda lá. Sempre tinha aquele pensamento de subir, como os outros meninos também têm. Mas hoje penso diferente, ainda tenho contrato com o FLU e com certeza ainda vou jogar lá. E jogando no clube que estou no momento, tenho mais chances ainda, porque vou pegar mais experiência, rodagem, e ai é bem melhor.

Se você não fosse jogador de futebol, qual outra profissão acha que escolheria?

Agora no momento seria difícil te falar. Porque agora que estou de vez no futebol, só respiro isso (risos), mas acho que faria educação física.

Sendo jogador, tendo todas as obrigações que você tem e se mudando como você teve que se mudar, de um estado para outro, como é que fica a vida pessoal? O namoro, os amigos e a família?

Deixei grandes amigos no Rio, que foi onde tudo começou. Tenho saudades, é claro! A minha namorada também é do Rio. Mas acima de tudo isso, tenho sonhos e metas e sou muito focado naquilo que quero. Não é a saudade que vai me abater. Tenho muita força de vontade e supero isso muito fácil.

E quais são os seus sonhos?

Minha grande meta é me firmar como jogador profissional de um time grande e em seqüência, a seleção brasileira e depois jogar na Europa.

Por que você acha que todos os jogadores tem o sonho de jogar na Europa? Além do salário (que lá é muito mais alto) o que falta nos clubes brasileiros?

Porque aqui no Brasil são poucos os que se realizam profissionalmente. Ai aparecem essas propostas milionárias do exterior e o atleta não tem como recusar. Porque lá ele vai se estabilizar profissionalmente. Não vejo soluções para os clubes brasileiros, até porque o dinheiro sempre fala mais alto.

Mas você acha que nunca vai ter um jeito dos clubes conseguirem manter os bons jogadores aqui?

Tentar eles até tentam, mas foi como te falei, os valores são muitos altos. Além disso, vai beneficiar o clube e o jogador. Dessa forma é bem difícil segurar os bons!!

Qual é o seu maior medo nessa profissão?

Medo nenhum! Às vezes penso que se não der certo o que vou fazer? Mas confio em mim e tenho muita fé em Deus que tudo vai terminar bem.